Nova era para o Bugrino
O Guarani deu um passo decisivo para tentar reverter o declínio institucional e esportivo ao aprovar, em assembleia geral, a transformação do clube em Sociedade Anônima de Futebol (SAF). A decisão, tomada por sócios e conselheiros, reflete o descontentamento com as gestões das últimas duas décadas e busca um modelo de gestão profissionalizado para atrair capital externo.
A votação, realizada de forma híbrida, registrou o placar de 235 a 12 a favor da mudança. Com a aprovação, o clube inicia agora a fase de formatação estatutária e busca por investidores. Embora o empresário Roberto Graziano, do Grupo Magnum, tenha demonstrado interesse, as negociações não avançaram e sua proposta de aquisição de 90% da SAF foi retirada recentemente, abrindo espaço para novos grupos proponentes.
O potencial de atratividade do Guarani reside em seus ativos e em sua história de glórias, incluindo o título da Série A em 1978. O clube possui um lastro importante decorrente da venda judicial do estádio Brinco de Ouro, o que pode auxiliar na quitação de dívidas estimadas em R$ 250 milhões. Com a estrutura de SAF, a diretoria espera sanear as contas e devolver o Bugrino ao protagonismo no cenário nacional, aproveitando a localização estratégica de Campinas.
Perguntas frequentes
O que foi aprovado na assembleia do Guarani? A transformação do clube em Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
Qual é o tamanho da dívida do Guarani? As dívidas são estimadas em R$ 250 milhões, podendo ser reduzidas com acordos.
Existe um investidor definido para a SAF? Ainda não há um investidor confirmado após a retirada da proposta do Grupo Magnum.
